Maquete e mutirão!

Galeres,

novidades!

Nos últimos dias montamos uma maquete lindona do prédio da Mauá, já com várias das mudanças que estamos propondo.  A ideia da maquete é permitir que os moradores visualizem de forma mais direta as propostas e nos ajudem a melhorar o projeto (vamos colocar uma caxinha de sugestões ao lado!). Também, serve para que nós tenhamos uma melhor visão espacial do projeto. Ainda nesta semana vamos deixá-la lá no prédio, com a caixinha de sugestões, textos explicativos e modelos 3D feitos em CAD para ajudar no entendimento!

Outra coisa bem legal: no próximo sábado, dia 24/11, a partir das 9h, vamos fazer uma intervenção na parte elétrica do prédio, pra deixar as coisas mais organizadas e reduzir potenciais riscos de incêndio, curto-circuitos ou coisas do gênero. Levaremos alguns eletricistas e também contaremos com a ajuda dos moradores (Anísio, Bartolomeu e Maroto) que são craques na elétrica. Quem quiser aparecer pra ajudar e somar será muito bem-vindo! Nós do grupo não sabemos mexer na parte elétrica também, então vai ser na base do vivendo e aprendendo mesmo.

A maquete ainda não está 100%, mas já deixamos aqui uma fotinha dela! Em breve postamos a foto dela completa!

Grande abraço, e vamos seguindo!

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Um toque de pessoalidade

Bom,

os trabalhos seguem, amigos e amigas. Parte do grupo está se dedicando mais a pensar em propostas e realizar desenhos de alternativas bacanas para o projeto de reabilitação do prédio; outra parte está pensando em como efetuar as intervenções pontuais no prédio, melhorando as condições de vida de quem está lá hoje. Logicamente, os trabalhos se confundem, porque mexem com as demandas das pessoas e os problemas atuais do prédio.

Enfim, escrevo aqui agora porque me pareceu que de tudo o que publicamos aqui faltou um pouco de pessoalidade. Sempre descrevemos nosso trabalho e a situação política do prédio etc., mas pouco falamos de como nós, como agentes ativos também, nos sentimos.

A Mauá é um mundo bem diferente do meu.

Não sei o que é viver em família num apartamento de 10 m²; não sei o que é viver com o fantasma de um despejo e com a possibilidade de não ter um teto para morar; não sei o que é viver num organismo tão grande e agitado quanto um prédio de 6 andares com 1000 moradores.

Aprendo muito lá dentro. Tanto sobre construção civil como sobre solidariedade e coragem.

Outro dia fui tomar uma cerveja com Anísio, responsável pela manutenção dos sistemas elétrico e hidráulico do prédio. Profissional na construção civil, ele é um dos mais capacitados para manter o prédio funcionando. O empenho dele em manter o prédio funcional, apesar da dura jornada de trabalho durante o dia, é impressionante. Sempre disposto a auxiliar os moradores e a se reunir conosco para pensar nas alternativas, o Anísio pra mim é um exemplo de solidariedade e luta. Admiro de fato esse senhor, e fico grato por tê-lo conhecido e poder trabalhar junto dele.

Nesse bate papo, depois de ele e Robson (outro morador, marido da Neti) me contarem várias histórias de ocupações, confrontos com a PM, colegas que já se foram por causa de drogas, tráfico, crime, ele me disse algo marcante: “poxa, mas vocês são guerreiros, hein?“. Internamente discordei. Ora, os guerreiros são eles! Mas pensei melhor e conclui em voz alta: “somos todos guerreiros, Anísio, mas de formas diferentes“. De fato, o nosso trabalho é feito com ferramentas outras, com impactos e desdobramentos diferentes, mas também é uma forma de luta.

O Felps um dia me perguntou se eu passaria a noite lá caso fosse marcada a reintegração de posse. No momento, fiquei com dúvida, porque tenho meus receios quanto à legitimidade de ações como essas. Sei que tem muita gente que gosta de aparecer na televisão e no jornal alternativo entrando em confronto com a PM só pra falar que é revolucionário e que defende a igualdade de direitos. Mas ele falou em seguida: “não pense nisso… pense nas pessoas que conhecemos lá. Cê não passaria a noite lá, na casa do Anísio, por causa do Anísio, por exemplo?

Hoje eu tenho certeza de que passaria a noite lá e que levaria borrachada da PM sem me preocupar em me sentir pseudorrevolucionário. Não só pelo Anísio, mas pelas outras pessoas que a gente conhece e pelas crianças que sempre estão conosco lá dentro.

Enfim, um post que expressa um pouco do que sinto lá. Faço questão de assinar, pela pessoalidade das palavras.

Até mais! e forte abraço!

Bruno

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Sarau na Mauá e reportagem

Gente!

Neste sábado, dia 15/9, às 15h, vai ter sarau da COOPERIFA na ocupação Mauá. Um evento pra quem é da ocupação e pra quem é de fora. Quem ainda não conhece, bora entrar lá, curtir um sarau e saber um pouco mais da realidade da Mauá. Pra quem tem Facebook: http://www.facebook.com/comunidademaua

Outra coisa: ontem passou uma reportagem bastante interessante sobre moradia na Record e a ocupação Mauá é um dos destaques. Neti, Nelson, Carmen e outras pessoas da ocupa e do MSTC aparecem e fazem suas falas.

Quem não viu e quer dar uma espiada, recomendo! Independentemente de opiniões sobre a emissora e tudo mais, vale a pena ver o vídeo.

Link para a reportagem no site da Record.

Abraços!

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PM na Mauá

Notícia sobre ação policial na Mauá, sem mandado. É triste quando começamos a relacionar essas ações pontuais dentro de uma lógica maior na cidade. No que se quer da nossa cidade.

http://www.vermelho.org.br/pi/noticia.php?id_secao=8&id_noticia=192503

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Novos rumos!

Gente!

Ânimo novo, novos horizontes.

Tivemos um bom bate papo com a Neti (líder da ocupação) hoje e traçamos bem novas formas de atuação.

Hoje, a luta política pela permanência da Mauá passa por vários pontos. Um deles, como citado abaixo, está relacionado às condições físicas atuais do prédio. Há quem defenda que as pessoas devam sair de lá porque não há condições adequadas de segurança. O que parece evidente, entretanto, é que não há grandes preocupações com a saúde dos ocupantes, e sim interesse em reaver o prédio e faturar o máximo possível com sua venda, já que hoje a região da Luz passa por um projeto de “revitalização”.

Bom, nossa ideia agora é, juntamente com a elaboração do projeto de reabilitação, trabalhar em intervenções menores e a curto prazo, como melhorias nos sistemas elétrico e hidráulico. Dessa forma, ajudamos a melhorar o bem estar atual dos ocupantes e fortalecemos a luta política, ao passo que vamos diminuir alguns dos possíveis argumentos favoráveis ao despejo.

Recentemente, foi montado um grupo dentro da Mauá pra fazer justamente esse trabalho de reforma! Ótima oportunidade pra somar os conhecimentos, botar a mão na massa e fazer as coisas acontecerem. A ideia é realizar as intervenções na forma de mutirão, e todo mundo que quiser somar com humildade e solidariedade será muito bem-vindo!

Bom, pra não ter só texto, fica também uma fotinha da entrada da Mauá, pra vocês repararem quando passarem lá na frente.

Força, que muito vem pela frente!

Abraços!

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Ocupação hoje e polêmica

Gente,

Após esse período que tivemos de desmobilização, estamos ensaiando novos rumos de atuação. Antes disso, falemos um pouco sobre a atual situação da ocupação e sobre coisas que aconteceram nesse meio-tempo.

Depois do nosso último post (que já tá velhim…), houve uma reviravolta com um final, até agora, feliz. As “Boas Novas” eram que a ocupação ficaria. Alguns dias depois, reverteram essa situação, e haviam marcado o despejo para o dia 21 deste mês, uma forte notícia para os moradores. Felizmente, bem felizmente, depois de outros poucos dias, a Neti (líder da ocupação) nos informou que haviam virado o jogo novamente: a reintegração foi desmarcada.

Então, por ora, a ocupação fica! Os advogados do proprietário sempre podem entrar com novos recursos, entretanto.

Bão, isso é uma coisa. Outra coisa, que tem diretamente a ver com nossa produção:

Ivanilda e Neti nos disseram que, em uma das reuniões com a PM, os advogados do proprietário citaram nosso trabalho, dizendo que estudantes da USP (no caso, nós) afirmaram que o prédio estava em condições de alto risco, e por isso deveria ser reintegrado. Ou seja: usaram – ou tentaram usar – nosso trabalho como pretexto para reforçar o despejo.

O que acontece é que para a realização de um trabalho de requalificação de um edifício é necessário que seus problemas sejam diagnosticados. Ao final de nossos estudos, deixamos bem claro que o prédio está em plenas condições de ser reabilitado, pois não apresenta problemas graves.

Não tivemos acesso à ata da reunião ainda, e nos disseram que esses comentários acabaram nem sendo incluídos no documento. De qualquer forma, gostaríamos de declarar que os problemas que detectamos no prédio de forma alguma justificam a retirada dos moradores de lá. Por ignorância ou por má fé, os advogados do proprietário se apoiaram em premissas falsas e equivocadas.

De fato, não se pode negar que existam problemas na ocupação, mas que não justificam o ato da reintegração, que, convenhamos, está apoiado muito, mas muito mais, em interesses políticos e financeiros por parte dos senhores proprietários do que na preocupação com a saúde dos moradores.

Enfim, é isso. Vamos continuar trabalhando, vencendo os obstáculos internos e externos e seguindo em frente. Em breve, explicamos aqui os novos rumos do nosso trabalho!

Abraços!

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Boas novas!

Gentes!

Depois de alguns meses de apreensão, temos uma ótima notícia: a reintegração de posse foi adiada! A advogada da ocupação entrou com alguns recursos e conseguiu suspender a decisão do juiz! Agora, não há previsão de despejo, e as famílias podem respirar em paz. Grande vitória!

Se quiserem ler mais sobre o assunto, cliquem aqui!

Um sopro de esperança em meio a tanta coisa acontecendo. A Mauá há de ficar, e a função social da propriedade há de ser reconhecida e cumprida.

Avante!

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Voltando à Terra

Olá, pessoas!

Ficamos um bom tempo afastados daqui, né?

Pois, é. Fizemos uma apresentação lá na Poli, no dia 28/6. Faz parte do processo de avaliação do trabalho, mas tentamos aproveitar o momento para falar sobre nosso trabalho para muita gente. Afinal, o que é produzido na Universidade não deve ficar restrito somente a seus autores e avaliadores.

Bastante gente compareceu! Ficamosbem felizes! Pessoas da USP e de fora da USP, contando com a importante presença de Ivanilda, William e Diovana, da Mauá. Agradecemos a todo mundo que foi! e a quem não foi porque não deu também!

Enfim, foi sucesso total. Os avaliadores gostaram, e até nos deram 10! E o pessoal que estava vendo gostou também! Ficamos felizes em ver o reconhecimento por esse trabalho que vem nos tomando tanta energia, mas que de forma alguma é um fardo.

Assim como naquela primeira apresentação, montamos uns “slides” no Prezi, que tão aqui embaixo.

Abraços!

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Quem não luta tá morto FEST

Galera,

o pessoal da ocupa tá organizando um festival de dois dias lá na Mauá. Muita música, comida e alegria, pra celebrar a luta por moradia em São Paulo e descontrair.

O evento está no facebook: http://www.facebook.com/events/372249616163096/

Bora aparecer, conhecer a ocupação e trocar uma ideia!

Abaixo, as informações que estão no facebook

Abraços!

” A festa acontecerá no dia 30/06 e 01/07, com início previsto para as 14 horas e encerramento às 22 horas nos dois dias

Contará com grupos de Rap, Punk Rock, Mpb.

Terá a exibição de documentários nos dois dias inteiros, comes e bebes, exposição de zines e lançamento do zine Intervençao #02 e por fim haverá uma apresentação do MSTC (Movimento Sem Teto do Centro). O convite é para somarmos forças, que através de sua arte nós possamos transformar ao nosso redor.

SEM DROGAS NA OCUPAÇÃO!

Apresentações:

Sábado:

  • Operação M.A.F.U.
  • Rima Fatal
  • Família 4 Vidas
  • Mahins
  • Odisséia das Flores
  • Kob82
  • Trankarua
  • Discrepante
  • Liberdade e Revolução
  • Invasores de Cérebro

Domingo: 

  • Consistência Ideológica
  • Lua Rodriguez
  • Quilombrasa
  • Ruído Negativo
  • Amanda NegraSim
  • Alienistas
  • Anti-Corpos

A entrada é sua solidariedade …
Doações de alimentos e roupas que devem ser entregues  a moradores de rua e aos moradores das ocupações Prestes Maia e Mauá.”

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Dossiê – finalmente!

Gente boa,

finalmente terminamos o bendito dossiê. Nele, juntamos as informações sobre o prédio e a ocupação que julgamos ser importantes para a realização do nosso trabalho. São 50 páginas com informações e documentos sobre a dívida do prédio, zoneamento, histórico, problemas estruturais e de sistemas etc.

Foi um grande esforço obter todos os dados (principalmente as plantas, que foram levantadas por nós quase que totalmente) e queremos que o resultado desse trabalho, desde já, não fique restrito a seus autores e autoras, mas que se dissemine e possa se replicar por tudo que é canto.

Agora, vamos partir de fato para realização do projeto de reabilitação. Já ensaiamos algumas coisas, mas nada ainda muito definido.

O dossiê pode ser visto e baixado aqui! Leiam, comentem e nos falem o que acharam! Vamos imprimir umas cópias e deixar na ocupação nesta semana.

Bom final de semana e vamos voando!

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