A ocupação

O prédio está ocupado desde 25 de março de 2007, e conta hoje com os movimentos MSTC (Movimento dos Sem-Teto do Centro), ASTC (Associação Sem-Teto do Centro) e MMRC (Movimento de Moradia da Região Central).

Hoje, segundo os coordenadores, são 237 famílias, o que totaliza cerca de 1000 pessoas. Pessoas diferentes, com histórias diferentes e as mais diversas circunstâncias.

A ocupação possui um coordenador geral, coordenadores de manutenção, de portaria e de limpeza. Cada andar também (são 6) conta com um coordenador. Há assembleias gerais (mensais), de cada movimento e de coordenação, que são menores e envolvem menos pessoas.

Há um regimento interno, e ele possui alguns pontos bastante rígidos e levados muito a sério pelo movimento. Não são admitidos casos de violência doméstica, uso de drogas, furtos e envolvimento com tráfico. Tais atitudes podem facilmente resultar no afastamento dos envolvidos.

Dentro da ocupação, assim como é comum na dinâmica das ocupações de outros movimentos de moradia afins, há um sistema de pontuação, baseado na participação dos moradores em atividades como reuniões, mutirões e eventos culturais. A pontuação no movimento é importante quando se há de escolher entre muitos aqueles que serão contemplados por algum benefício, seja este um programa habitacional ou uma vaga em uma ocupação, levando-se em conta sempre a situação de vulnerabilidade dos pretendentes também.

A questão política é sempre presente. Todos os novos moradores passam por uma formação de base, em que são expostos os motivos da ocupação, diretrizes dos movimentos e direitos e deveres de cada morador.

Na mídia

31/10/2011 – Bom Dia, Brasil: Veja o vídeo (a partir de 3min40s)

Entrevistas com os moradores da Mauá e um pouco sobre os prédios abandonados do centro.

30/3/2012 – CBN SP Visita. Ouça (a partir de 2min)

Conversa com Nelson (MMRC) e com outros moradores do prédio.

Documentário LEVA

Documentário sobre a ocupação Mauá, a vida de seus moradores, a estruturação do movimento de luta por moradia.

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4 pensamentos sobre “A ocupação

  1. jose disse:

    essa ocupacao tem muitas drogas envolvimentos com o trafico furtos e roubos bem que a policia poderia investigar ;
    quem ve cara nao ve coracao .o que falam desta ocupacao de seus idealistvadem paraas coordenadores e lideres quanto a rigidez nao existe sao tudo corruptos nao apoio a esta e nem otra organizacao tudo invadem para gerar ponto de trafico

    • bfukasawa disse:

      Olá, José. Obrigado pelo seu comentário.

      Bom, entendo sua opinião e a respeito, assim como a qualquer outra. No entanto, não essa não é a realidade que conheço dentro da ocupação. Em mais de um ano de vivência por lá, nunca vi usuários de drogas e muito menos ponto de tráfico. Sei bem que há um regimento rígido em relação a isso que pune os infratores com a expulsão. Realmente não sei a fonte de suas informações, e deixo a sugestão para que você vá um dia lá e conheça de perto a realidade, caso não o tenha feito ainda. A opinião é livre — e assim deve ser –, mas temos de ter ciência da nossa ignorância em relação a alguns temas. Antes de iniciar o trabalho eu também tinha uma opinião — muito diferente da sua, de fato, mas ignorante — e só pude reafirmar e refutar alguns pontos depois de conhecer melhor a ocupação.

      Abraços!

    • Cristiano disse:

      você e um daqueles que passa enfrente ao prédio e e comenta…
      -vem ver a realidade que vivemos aqui…
      -quando ocupamos aqui reunimos pessoas de vários lugares com precisão de sua moradia e não classificamos dependentes químicos,raça,cor etc…Mas sim a necessidade por moradia.Quando estávamos dentro do prédio ai sim, no reorganizamos para ver qual era o interesse de cada pessoa resumindo;
      84% das famílias que ali estavam tinha necessidade por moradia
      e os outro foram decidido em assembleia geral que se encaixasse no regulamento interno e juntasse com os demais .Caso não seguisse as regras interna seria excluído da luta para não prejudica o coletivo..
      -Então para de julgar pelo o que você ver e venha conhecer de perto a vida de quem estuda em escola publica,ganha um salário minimo, e ainda tem folego
      para poder te responder..
      respeito sua opinião.

  2. Olá sou de curitiba, e gostaria de entrar em contato com o movimento.

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